(Livre)ando - Paris para 1

Título: Paris para Um e outros contos

Autor: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

Classificação indicativa: Livre

Gênero: Contos contemporâneos 

 

 

 "Paris, pensa ela, e, com uma súbita e inesperada onda de empolgação,

sente de repente que vai ficar tudo bem."

 

 

     Esse livro ainda faz parte do saldo da nossa autora na Bienal.

 

    Por conta da experiência dela em ter conhecido Paris por conta própria, sem guias turísticos, o título foi bem sugestivo quando a desbravar Paris sozinha, e foi isso que a motivou a comprá-lo.

 

     O livro que a princípio parece apenas uma história, é uma coletânea de contos escritos pela autora Jojo Moyes. Os dois contos principais, o primeiro e que traz o nome do livro "Paris para um" e o último "Lua de Mel em Paris" são os únicos que de fato se passam na capital francesa, e isso é um pouco decepcionante, pois após a leitura do primeiro conto você espera por mais aventuras na cidade, entretanto, não é isso que ocorre.

 

     Sobre os demais contos....

  Eles são curtos, e transformam situações do dia a dia em aventuras em meio a dificuldades, o que os tornam divertidos para o leitor, entretanto... poxa, o nome do livro tem PARIS!!!! 

 

    Quanto aos contos que se passam em PARIS:

 

PARIS PARA UM

 

    O conto mostra vida da personagem Nell, uma mulher inglesa extremamente pacata e regrada, que antes de qualquer decisão precisa analisar os prós e os contras. Entretanto, por conta do seu namorado extremamente descontraído e de boa com a vida, decide uma vez na vida tomar uma decisão louca: Comprar passagens para um final de semana em Paris!!!

   

    Ela compra um pacote com duas passagens, para ela e o namorado, e na última hora é largada pelo cara!!! Nell acaba viajando sozinha para um cidade estranha, com um idioma que ela não sabe falar nada, em um hotel desconhecido e tendo que dividir o quarto com uma americana estressada. Nada parece pior, e Paris nunca foi tão assustadora!

 

    Do outro lado, um jovem escritor parisienses chamado Fabien ainda está na fossa de um relacionamento terminado, e deseja que a ex namorada volte para ele, enquanto tenta terminar seu primeiro livro, que em na opinião dele,  nunca está bom o suficiente. Entre tentar arrumar sua vida e viver com maior intensidade para escrever e se manter no trabalho e ajudar o pai com os negócios, Fabien esbarra com Nell quando ela deixa cair meia taça de vinho em seus sapatos. E é ai que a viagem tediosa de Nell e a vida entristecida de Fabien começam a mudar até o fim daquele weekend. 

 

    A história mostra, como sempre, que em Paris tudo pode acontecer, desde turistas perdidos até parisienses já acostumados com seu dia a dia. Paris é uma doce surpresa e pede que quem a visita se arrisque um pouco mais só para ser feliz por alguns dias. 

 

 

LUA DE MEL EM PARIS

 

    Duas mulheres, em épocas diferentes, mas com o mesmo problema: um casamento arruinando antes mesmo de começar, na Lua de Mel.

     

     2002 - Liv, esposa de David, resolve passar sua lua de mel em Paris, entretanto seu marido tem outros planos: convencer ricos empresários a investir em seu novo projeto de engenharia que é um prédio de vidro. O que era para ser uma viagem romântica de 5 dias, acaba sendo apenas para negócios, o que começa a frustra-la quanto ao relacionamento, por mais que ela ame David e ele igualmente a adore. 

 

    1912 - Sophie era uma vendedora provinciana até se casar com o pintor Édouard Lefèvre e se mudar para Paris em sua lua de mel. O artista possui uma sensibilidade para captar o mais profundo do feminino, mas com o surgimento de mulheres na porta de casa, Sophie começa a desconfiar como essa sensibilidade é aprofundada com as modelos de Édouard, e essa suspeita sobre o trabalho do marido também começa a lhe desmotivar quanto a relacionamento.

 

    E a história dessas duas mulheres se cruza por um quadro no museu D'Orsay, "Esposa, Zangada". E o interpretação da pintura poderá salvar o relacionamento de ambas ao melhor estilo francês.

 

    Tanto o primeiro quanto o último conto captam perfeitamente a essência francesa, e especialmente o primeiro, o que um coração sem preparo passa em sua primeira viagem. Quanto ao segundo, é profundo quando aos relacionamentos e o que precisamos ceder quando amamos. Perfeitos!

    

    

 

    

 

 

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