Os resquícios da Coroa - O que aconteceu com a família real francesa?

     

 

 

     

 

"O rei está morto!" gritaram os revolucionários quando a cabeça de Luís XVI; o pequeno Luís XVII, uma criança, morreu confinado na prisão durante a Revolução Francesa; Luís XVIII, reinou posteriormente a Napoleão, e a volta da monarquia fez as barricadas se erguerem entre 1830 e 1848, o que o obrigou a abdicar e devolver o país ao Povo.

Em um país em que o rei deixou de ter qualquer direito, seria possível que a família real vivesse?

 

     Os herdeiros da família real francesa, descendentes de Bourbon e Orleans, retornaram à Pátria somente em 1950 (quando o exílio foi abolido). Voltaram e ainda são esquecidos, pouco comentados. Ambas as famílias possuem pretendentes à sucessão de um trono inexistente. Disputas pelos tesouros que ainda possuem existe, e envolve os parentes de outras casas reais (inclusive com a família imperial do Brasil), presas ao matrimônio.

 

       Os Bourbon e os Orleans são comprometidos com as famílias reais de Portugal, Espanha, Itália, e até mesmo Dinamarca e Inglaterra. A partir dai podemos imaginar a confusão familiar que é! Os títulos que são mais fáceis de entrarem na lista de sucessão são princesas e príncipes duquesas e duques, que são divididos nas duas famílias, que viraram duas facções atrás de algo que não levará a nada na atual França.

 

           Do lado dos Orleans, o herdeiro ao trono francês é Henrique Filipe Pedro Maria de Orleans, Conde de Paris, Duque da França, e, se fosse rei, seu título monárquico seria Henrique VII da França. Para seus partidários, conhecidos como orleanistas, ele é herdeiro de Luís Filipe I, nosso conhecido Conde d'Eu (sim, ele mesmo que você está pensando: o esposo de nossa Isabel de Bragança, princesa do Brasil). Vossa alteza atualmente possuí 85 anos, e é casado com Maria Teresa, duquesa de Württemberg, com quem teve cinco filhos (3 homens, que poderiam usar a coroa, já que mulheres, na França, não podem governar pelo sangue) todos já bem adultos e casados.

 

 

       Do outro lado, os Bourbon  consideram Luís Afonso Gonzalo Victor Manuel Marco de Bourbon e Martínez-Bordiú, Duque de Anjou, como o herdeiro ao trono francês, e caso se tornasse rei, seu título monárquico seria Luís XX da França, mas já recebe atualmente o tratamento de Príncipe Luís de Bourbon por seus partidários, que se consideram legitimistas. Sua descendência vem do rei Afonso XVIII da Espanha e rei Juan Carlos da Espanha, e é sobrinho da duquesa de Anjou, e primo de Sthephano de Bourbon e Orleans Swaskophf, outro pretendente ao trono. É casado com Maria Margarita de Vargas e Santaella, uma venezuelana sem títulos ou nobreza, mas que com seu casamento, pode ser chamada de duquesa de Anjou e princesa (como nossa Lady Kate na Inglaterra). O casal possuem 3 filhos (2 meninos e 1 menina), que devem estar na faixa de idade dos 15 anos. Quem ainda quiser se casar com príncipes e princesas, só esperar mais um pouco para eles crescerem. 

     

         De qualquer forma, tanto os Orleans quanto os Bourbon teriam que esperar que um dia o sistema democrático do país atualmente caísse de vez, e, por um motivo do acaso, o povo decidisse retomar a monarquia, para então disputarem o trono e um lugar como rei. E depois, se isso acontecesse, teriam que conseguir manter a paz do país sem novos levantes ou uma revolução que cortasse a cabeça de todos os nobres, de novo.

     

        Isso não seria sustentável. A família real francesa não possuí bens financeiros o suficiente para se sustentarem sozinhos, sem precisarem pedir dinheiro emprestado para seus parentes de outras monarquias, ou até mesmo, para outros países democráticos. Manifestações aconteceriam constantemente até uma abdicação.

 

         E se fosse uma monarquia parlamentarista, como é o caso na Inglaterra, em que a monarquia é apenas um símbolo, sem poder de manda, mas com certa influência? Isso também não pegaria na França, que decapitou seu rei e sua rainha. O peso do passado é grande, tanto nas costas da família real, quanto para o Povo. a História não permite que a monarquia seja um símbolo na França.

 

           A família real francesa ainda existe, com cinzas do que restaram do seu passado. Não possuem direitos, como seus antecessores, de desejarem qualquer poder, possuem títulos, mas para que? A guilhotina já caiu, mas marcou para sempre uma linha que distanciará para sempre reis franceses de seus tronos. 

 

 

        

 

 

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