Precisamos ler nacionais!!!

         Quando comecei a ler, buscava muito os livros clássicos, que, tirando aqueles que são obrigatórios na escola, normalmente eram de origem internacional. Também admito a Mea Culpa quanto ao julgamento comum de que "literatura nacional não é tão boa quanto a internacional", e partindo desse preconceito, não costumava ler literatura nacional.

 

 

 

 

 

 

 

    Entretanto, quando tive a honra e a alegria de entrar na literatura nacional contemporânea com o meu livro "A Rosa e o Florete", precisei mudar esse pensamento, pois a primeira pergunta que veio em minha mente foi: Eu gostaria que julgassem meu livro como ruim por ser nacional?

 

      E então, aceitei o desafio: Não julgar o livro pela origem, especialmente se for a mesma que a minha: Brasileira.

 

        Comecei a interagir com grupos de leitura nas redes sociais para descobrir mais sobre o mercado autoral brasileiro, os autores em alta, e até mesmo os novatos, assim como eu. Comecei com um livro da minha própria editora de um autor iniciante, e gostei da leitura, e percebi que era o momento de começar a buscar por mim mesma.

 

          Ainda estou trilhando o caminho, não apenas como autora brasileira, mas como leitora também, e algumas lições que aprendi:

 

- As obras dos autores nacionais não são muito divulgadas, e por isso acabam ofuscadas por aquelas que foram trazidas de fora. 

- Existem títulos de autores nacionais de todos os gêneros e para todos os gostos.

- Você pode encontrar boas obras nacionais em editoras pequenas. 

- É legal trocar um feedback com amigos sobre as leituras nacionais, especialmente se eles tiverem o mesmo gosto que você. No final, serão várias indicações de ambos os lados que irão incentivar a leitura no nosso país.

- É muito mais fácil contatar um autor nacional do que um internacional. Então tá esperando o que? Procure nas redes sociais aquele autor que você leu o livro e conte para ele o que achou da obra.

- Muitos autores nacionais são bem receptivos com seus leitores e gostam de ouvir a opinião deles.

 

      Para manter as leituras de nacionais, eu me comprometi no ano passado a, no decorrer do ano, me esforçar em aumentar as compras de obras nacionais, buscar títulos de autores nacionais iniciantes, e não os grandes nomes e clássicos. Se possível, contactar os autores, além de indica-los para amigos que poderiam se interessar nos temas. Fiquei bem feliz de na Bienal ter adquirido alguns exemplares e também falar com esse pessoal que está no mesmo barco que eu, de estar conseguindo aprender mais sobre a literatura nacional, e me motivar em incentiva-la.

 

           Se você não tem nada de bom para falar para um autor nacional, simplesmente não fale. Se souber fazer um comentário construtivo, vá e converse de boa com o autor. Mas em circunstância nenhuma, é justo você ferir os sentimentos de um autor! De ninguém, para ser sincera! Um livro, muitas vezes, é um trabalho de anos, e mais do que trabalho, parte do coração daquela pessoa foi colocada ali.

 

          Também não seja impertinente e ache que o autor é seu serviçal, não lhe peça coisas absurdas, tal como exemplo pdfs de seu livro (sim, esse cumulo acontece),e não fale que ele é um autor "careiro" por causa do preço do livro. É um longo processo até a história chegar nas livrarias, que tem um custo, e a porcentagem do valor das vendas que vai para o autor é pequena, e mesmo assim ele não está chamando seus leitores de mão de vaca.

 

        Ser autor no Brasil não é tarefa fácil: vivemos em tempos de crise, não apenas econômica ou no ramo das livrarias e editoras, mas especialmente cultural. O brasileiro não lê! Fiquei decepcionada na Bienal em ver tantos jovens de escola mais preocupados em matar aula do que de fato ler livros. 

 

       Por isso, incentivar a literatura nacional é mais do que uma necessidade, se torna a obrigação de qualquer leitor! Não custa trocar aquele best seller americano por um autor iniciante que está começando a carreira e tudo o que quer é te contar uma história! Pelo menos, é assim que eu vejo, não apenas no meu caso, mas em outros: Nós, autores, não pensamos primeiramente em fama ou em riqueza, mas na vontade louca de poder te estender o livro e falar " vem conhecer a minha história!", que muitas vezes, vem com um peso além daquelas páginas, vem da dedicação, da paciência, e da paixão que aquele autor dedicou até suas palavras se tornarem um livro.

 

       Ler livros nacionais são um grata surpresa, e muitas vezes, ressuscitam as esperanças de que nosso país tem jeito, que ainda existem pessoas dispostas a fazer alguma diferença, de criar mundos melhores, mesmo que inventados, e inspirar outras a mudarem a situação. Eu tive muitos momentos que me surpreendi e me apaixonei nas páginas de obras nacionais.

 

      Como leitora, e como autora, eu peço que não deixem a literatura brasileira morrer. Nossos autores clássicos estão mortos, é verdade, mas temos uma geração de novos autores vivos, com as canetas nas mãos e os dedos nos teclados, prontos para criar uma nova história para esse país. Nós só precisamos, que vocês, leitores desse Brasil, nos dêem uma chance, e escolham nossas obras nas prateleiras.

 

Aceite o convite, e compre livros nacionais, incentive a leitura dos autores que fazem parte do nosso país!!!

 

 

     A Editora Novo Século possuí um selo especial para os novos autores nacionais iniciantes que desejam publicar seus livros, e também para os leitores descobrirem os títulos de novas obras brasileiras.

 

           

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