Maio de 1968 - A Primavera Francesa

“Por trás das barricadas, os estudantes franceses sintetizavam a recusa e o sonho da juventude rebelde daquela década.” (pag 29)

 

“ (...) resgatavam o poder revolucionário da palavras e do inconformismo do poeta, que recusa a revolução que submete a arte e à política. Na mesma fonte inspiradora, os 'enragés' encontraram aquela postura que vê no cotidiano o extraordinário e o revolucionário.” (pag 29)

 

“A década de 60 Rebeldia, contestação e repressão política. – Paes, Helena Simões. 4ª edição, 1997. Editora Ática, São Paulo, SP

 

 

 

Esse mês de maio, em algum momento, já deve ter escutado falar do "Maio Francês", ou "Maio de 1968" ou "Primavera francesa". Pois bem, se ficou em duvida o que é e por que tanto se fala, viemos falar de um dos momentos revolucionários da França na pós modernidade.

 

A França sempre foi palco de mudanças que influenciam o restante do mundo, em sentidos culturais, e políticos, e essas influências se repetem no decorrer dos séculos. Isso não foi diferente no século XX, em que um movimento jovem se ergueu por todo o país novamente para gritar por seus direitos e liberdade, em uma época de ditaduras e opressão. 

 

O movimento dos estudantes franceses vinha em encontro dos problemas internos que o país vivia (o governo infindável de Charles de Gaulle desde o fim da 2a Guerra Mundial e a necessidade de uma reforma educacional), começou com uma manifestação realizada em 2 de maio na Universidade de Nanterre, quando os universitários se mobilizaram pelo fim de dormitórios separados ente homens e mulheres, reivindicando novas ideias contra o conservadorismo. Essa foi a desculpa para que em outras universidades as barricadas fossem aumentadas e que os motivos se estendessem, não era mais só por coisas dentro das universidades, mas também, fora da França, e problemas mundiais. 

 

Contra governos extremistas, a revisão dos direitos civis, o fim da guerra no Vietnã, greves gerais em industrias e comércios... Paris (nos bairros universitários principalmente) se tornou território de guerra, em que estudantes e trabalhadores se chocavam com a policia armada, podendo se proteger em barricadas improvisadas e atirando coquetéis molotov. As ações do presidente Charles de Gaulle para diminuir as tensões não eram suficientes, e ele precisou convocar eleições legislativas, para contornar a situação e os trabalhadores voltarem aos seus postos e os estudantes para as salas de aula. Posteriormente, em 1969, Charles de Gaulle deixou seu posto no governo.

 

Entretanto, mesmo sem uma vitória imediata, os levantes de maio de 1968 trouxeram a tona para todo mundo ver pela mídia (já que houve cobertura televisiva) que os pensamentos estavam mudando, demonstrando isso em seus slogans que fizeram a cabeça de uma geração e são lembrados ainda hoje na França.

 

 

 

E essa rebeldia atingiu jovens do mundo inteiro, inclusive o Brasil, que na época que vivia a Ditadura Militar, se inspirou para realizar a "Passeata dos 100 mil" no Rio de Janeiro no mesmo ano, em junho.

 

Esse ano se completam 50 anos do "Maio Francês", e para comemorar, os consulados da França aqui no Brasil estão preparando programações especiais sobre o assunto que podem ser conferidos no link http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2018/05/01/1968-o-maio-que-nao-passou-em-branco/

 

 

 

 

 

 

 

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