Personnalités #8 - Napoleão

"(...) apresentou-a a um homem um pouco baixo para possuir uma patente, mas de ar superior a todos na sala: era Napoleão."

A rosa e o florete

 

Em 15 de agosto de 1769, na Córsega, nascia o segundo filho de uma família de origem na nobreza italiana, que receberia o nome de Napoleão Bonaparte, um nome que não seria esquecido facilmente e seria imortalizado na história francesa.

 

O pai de Napoleão, Carlo Bonaparte, era um advogado e que, graças a sua nobreza, possuía certa influência na corte de Luís XVI, e isso permitiu que seu filho possuísse boas oportunidades de educação. O garoto foi matriculado na escola em Autun para aprender o francês da melhor forma possível, e logo entrou na academia militar em Brienne-le-Château. Entretanto o rapaz nunca conseguiu se livrar se seu sotaque córsego, o que causava provocações de seus colegas, mas Napoleão foi incentivado por esse ponto fraco para se esforçar na leitura e supera-lo. Sua dedicação o tornou familiarizado com matemática, geografia e história.

 

Quando se formou na academia militar em 1785, apenas com 16 anos,  recebeu a patente de tenente de artilharia de La Fère, e serviu até a Revolução Francesa estourar. Quando o país deixou de ser regido por uma monarquia, Napoleão apoiou o governo jacobino, chegando até a receber apoio de Augustin Robespierre (irmão de Robespierre) e foi promovido para tenente-coronel, e logo, em 1792, se tornou capitão. A carreira militar avançava bem para um rapaz de 23 anos.

 

Mas suas peripécias apenas começavam. A cada batalha, Napoleão se mostrava um excelente estrategista de guerra e conquistava o seu espaço no cenário militar, o que o salvou de cair com os revolucionários em 1794. Se tornou extremamente útil para traçar os próximo ataques franceses contra os inimigos  e, futuramente em 1795, defender o novo Diretório de antigos monarquistas excluídos pelo novo governo. Sua fama só crescia, como o apoio que recebia para suas campanhas na Itália e Egito.

 

Após a queda do Diretório, instaurou-se o Consulado em 1799, que era formado por uma tríade de governantes: Roger Ducos, Emmanuel Sieyès e Napoleão. Porém o jovem militar se destacava mais que os outros, possuindo maior poder de decisão, sendo colocado como primeiro-cônsul da república.

 

Com o poder praticamente centralizado nele, Napoleão pode propor reformas ao país nos setores da economia, religião, educação, direito e administração. Suas propostas criavam esperança no provo francês de uma possível estabilidade governamental afinal, que não era vista a muito tempo, e essa reação positiva abriu portas para que ele se tornasse Cônsul vitalício em 1805, o que posteriormente se tornaria em uma nova monarquia, regida por um imperador auto proclamado.

 

em 1804 Napoleão se auto coroou (em sinal que nada estava acima dele, nem a igreja) imperador dos franceses, juntamente de sua esposa, Josefina, na catedral de Notre Dame. Sua família recebeu títulos de nobreza, e Napoleão precisou construir uma nova corte para reverencia-lo, e foi o que fez, aceitando os membros da burguesia como a nova nobreza da França.

 

Parecia um retrocesso pelo que o povo havia lutado na revolução, entretanto as marcas profundas deixadas pelo período do Terror e também pela exaustão econômica da população impediu uma nova revolta. Para a sorte de Napoleão.

 

Napoleão ainda desejava mais, já tinha quase tudo, porém ainda não era imperador de todos. Ele queria a Europa para ele e para a França. Então começou a expansão territorial militar, que era a conquista de novos territórios pela guerra, e seu grande foco era a queda da Inglaterra, a grande rival da França.

 

Napoleão investiu em seus soldados e formou homens capazes de vencer suas batalhas. Sua guarda favorita era a Guarda Imperial, o exército de Elite de Napoleão, formada pelos homens mais capacitados, veteranos de batalha e jovens prodígios na arte da guerra. Eram o golpe de misericórdia na batalha, eram a última coisa que o inimigo queria ver em sua direção. Havia um ditado na época " Você pode mexer com os fiscais do império, com os regimentos de linha, pode até mexer com o inferno, mas não pode mexer com Napoleão e sua Guarda Imperial."

 

Também havia a Grande Armada, que foi criada com o objetivo de aumentar o número de homens do exército de Napoleão, e era formada por homens capazes de lutar. Nesse período Napoleão já havia perdido para a Inglaterra em uma ofensiva marítima, e percebeu que essa estratégia não funcionaria com a senhora dos mares, então partiu para uma nova estratégia: Aplicaria o bloqueio continental.

 

Quem recebesse a intimação do imperados francês deveria imediatamente parar de negociar com a Inglaterra ou seria invadido. A estratégia permitiu que fossem conquistados muitos territórios. Mas enquanto tentava enfraquecer a Inglaterra, qual seria seu próximo alvo? O vasto território Russo.

 

O czar havia rompido o bloqueio continental e Napoleão viu ai uma oportunidade de conquistar um grande território e mostrar seu poder. Falhou terrivelmente! Escolheu invadir a Rússia no inverno, que prejudicou demasiadamente seu exército, além da estratégia de terra devastada aplicada pelos russos e o cerco do exército do czar. Os homens de Napoleão voltaram para França em farrapos.

 

As nações da Europa se moveram contra o imperador, e o fizeram em 1814, quando o exilaram na Ilha de Elba. Porém ele consegue fugir e voltar para a França, em 1815, e governa por mais 100 dias, porém ao tentar retomar suas batalhas territoriais, é derrotado na fatídica batalha de Waterloo, acabando de vez com seu governo.

 

Napoleão é exilado na ilha de Santa Helena, onde fica até sua morte, em 1821.

 

CURIOSIDADES:

- Napoleão não era baixinho como muitos dizem (ele tinha 1,70m), mas era um pouco baixo para os padrões militares da época. Essa fama se deve às caricaturas feitas pelos ingleses, que tiravam sarro do imperador francês.

 

- O rei de Portugal, D. João foi o único homem que conseguiu passar a perna e enganar Napoleão, ao fugir do país com a corte para o Brasil e deixar Portugal sem nada aproveitável ao exército francês.

 

- Napoleão mandou construir o arco do triunfo para lembrar das batalhas travadas por suas tropas, entretanto não foi terminado em seu governo, aliás, ficou um bom tempo apenas como uma obra esquecida, sendo terminada apenas em 1836.

 

- Napoleão também mandou construir um Elefante de mármore branco na atual praça da Bastilha para comemorar suas batalhas no oriente (especialmente na Índia). O Elefante não ficou pronto, e se tornou um monumento sem utilidade pública e em deterioração. Seria daí que veio o ditado "Um elefante branco" como algo inútil?

 

- Napoleão deve ter sofrido de problemas gástricos (câncer gástrico) e por isso a famosa mão dentro do casaco em seus retratos.

 

- Dizem que Napoleão queria que, ao morrer, os visitantes de seu túmulo precisassem se curvar ao imperador. O túmulo de Napoleão possui uma estrutura onde o caixão está abaixo do nível dos olhos, o que obriga a pessoa a se curvar para vê-lo.

 

- Acredita-se que sua morte foi causada por envenenamento por arsênio, misturado com mercúrio presente nos medicamentos da época.

 

- Ainda hoje Napoleão não possuí uma boa imagem na Europa, onde sua memória é marcada por agressão, ocupação e destruição.

 

 

 

 

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