Personnalités #7- Robespierre, o incorruptível do terror

"(...) Eu sei que isso eu não posso mudar. Afinal sua fama é de incorruptível, mas acredito em sua palavra."

Não se limpam manchas de sangue  - A rosa e o florete

 

Maximilien François Marie Isidore de Robespierre, nasceu em 6 de maio de 1758, em Arras, França. Perdeu sua mãe cedo e foi abandonado por seu pai posteriormente, o que o levou a se mudar para Paris e realizar seus estudos, e em sua vida estudantil e acadêmica entrou em contato com os pensamentos radicais e o surgimento intelectual de sua geração, em especial com os ideais iluministas de Rousseau e Voltaire. Se formou em direito em 1781, e retornou a sua cidade natal para exercer sua profissão, o que o fez com sucesso, entretanto declinou em 1786.

 

Teria ficado desiludido se não fosse informado da intenção de Luís XVI em convocar a Assembleia dos Estados Gerais, que lhe abrem novas perspectivas a respeito da situação em que vive, produzindo trabalhos que discutiam a dignidade humana na sociedade. Com isso, em 1789, foi eleito deputado para representar o Estado de Artois na Assembleia.

 

Como membro da Assembleia, ele acompanha a jornada revolucionária do país, como a queda da Bastilha e a invasão de Versalhes, e nesse ultimo participa ativamente em defesa da população que se revolta, apoiando a causa e se tornando um herói a partir daquele momento para o povo. Seu talento nato como orador e suas palavras inflamadas o colocam como líder dos jacobinos, os revolucionários mais radicais, e também como membro principal da Assembleia Constituinte, em 1790. Sua posição de destaque o torna grande articulador da Revolução Francesa.

 

em 1792, começa um conflito constante contra a política dos girondinos, os revolucionários menos radicais, acusando-os de inimigos da revolução e defensores da monarquia. No mesmo ano, Luís XVI é guilhotinado, e Robespierre encara tal fato consumado e que a França não havia mais rei, porém os conflitos ideológicos na tribuna não cessam.

 

Robespierre é desafiado por Danton, e a rivalidade de ideais chega ao ponto em que a amizade revolucionária acaba e Danton é enviado para a guilhotina em 1794, junto com seus partidários. Está instaurado o período de Terror na França por Robespierre, que lhe dão os apelidos de "O Incorruptível", "Tirano" e Ditador sanguinário".

 

Se de um lado ele comemorava a morte de um amigo, por outro ele estava de luto por Marat, outro braço direito em seu governo revolucionário, que foi assassinado três dias depois que Danton foi executado. Robespierre transformou-o em um mártir da revolução.

 

Sua política extremada, seu governo marcado por medo e o som constante da lâmina da guilhotina descendo, as mortes sem motivo o levaram a prisão e a execução naquele mesmo ano de 1794, em julho. Em sua prisão, Robespierre, de alguma forma que não se sabe ao certo, tem sua mandíbula quebrada, deformando seu rosto, que se tornou quase irreconhecível. Acredita-se que, no momento da invasão da guarda nacional em favor da convenção, ao tentar disparar uma arma em defesa, acabou por acertar acidentalmente em seu rosto, outros dizem que ele foi atingido por um tiro do outro lado.

 

 

 

Sem direito a julgamento, Robespierre e seus partidários foram levados a guilhotina em um dia. Quando chegou a vez do revolucionário enfrentar a morte, ele foi preso a guilhotina com a cabeça virada para cima, de forma que pudesse ver a lâmina caindo e a execução que deu a muitos.

 

Robespierre marcou a história da França com seu período de Terror, e mesmo depois de sua morte, muitos temiam dizer ser a favor de algum de seus pensamentos, e até mesmo nomear uma rua com seu nome era muito evitado.

 

Robespierre, um líder nato e orador talentoso, por seu radicalismo revolucionário, se tornou uma das personagens mais controversas desse período, e marcou a história da França com seus ideais e com sangue.

 

 

 

 

 

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