A Queda da Bastilha (Histoire Especial)

"Quando enfim, chegou ao final da rua que desembocava na praça da Bastilha, sua alma estarreceu. Seus olhos não acreditavam no que viam. A cena era de uma guerra."

Avante Citoyennes! Para a Bastilha! - A rosa e o florete

 

 

Uma enorme prisão fortificada não foi o suficiente para reter a população enfurecida. Porém, por que o povo escolheu derrubar uma prisão e não o palácio de Versalhes? O que derrubar a Bastilha significava? Qual a história dessa fortificação?

 

Construída durante a guerra dos Cem anos servia como portal de entrada do bairro parisiense de Saint-Antoine, e posteriormente foi ampliada para se tornar uma fortaleza. O formato era de um retângulo irregular, com 90 metros de comprimento, 25 metros de largura e com torres e muros de 15 metros de altura, com dois pátios internos. Também possuía edifícios residenciais contra as paredes e um par de torres nas fachadas leste e oeste que eram portais de passagem para o bairro.

 

A Bastilha se uma prisão política, isso é, não eram presos comuns que se encontravam lá, mas aqueles que poderiam prejudicar a monarquia ou eram acusados de traição ao rei. O primeiro monarca a enviar presos para lá foi o rei Luís XIII, porém servia muito mais como depósito de armas para o exército francês do que como prisão, pois a quantidade de presos não era significativa. Entretanto em seu período de funcionamento, possuiu alguns presos ilustres, como Marques de Sade, Simon Nicolas Henri Linguet (um de seus livros chama-se "Memórias na Bastilha"), Jean Henri Latude, Jacques de Armagnac, Bassompierre, Fouquet, a marquesa de Brinvilliers, Voltaire, o duque de Orleans, e um dos mais conhecidos e mais misteriosos, o Homem da Máscara de Ferro (um homem condenado a usar uma máscara de ferro para calar o que sabia a respeito da monarquia, sua existência só se fez conhecida por documentos encontrados após a queda da prisão).

 

Devido ao seu símbolo de "silenciador da monarquia", sua queda ocasionada pela população foi um grande marco. Entretanto o motivo foi a necessidade de armas, pois era espalhado pelas ruas de Paris que o rei iria investir um ataque a população parisiense, e depois de saquearem o arsenal do hotel dos Inválidos, o povo se dirigiu para a Bastilha em busca de pólvora e munição. A multidão era composta por soldados, guardas e o povo de Paris, contra 32 guardas e 82 inválidos de guerra que protegiam a Bastilha.

 

Porém esses guardas, em seu desespero, abriram fogo contra a multidão, ocasionando 98 mortes e deixando 73 feridos. Mas nada disso impediu que a população tomasse a fortaleza, e quando o fizeram, foi pior para o marquês de Launay, responsável pela Bastilha, que acabou decapitado e teve sua cabeça presa a ponta de uma lança. Os 32 presos da Bastilha foram libertos e a população comemorou naquele 14 de julho.

 

Depois a prisão foi incendiada e a Bastilha foi destruída pedra por pedra. Não restou nada da construção além de pequenos fragmentos do entulho que foram vendidos como souvenirs para quem fosse contra a monarquia.

 

Foi o primeiro grande ato que marcou o início da Revolução Francesa.

 

Entretanto, nos dias de hoje, o monumento construído na praça da Bastilha não homenageia aos revolucionários daquele dia, mas sim aos rebeldes dos levantes de 1848. O acontecimento foi considerado deveras trágico para merecer essa honra, mas o é feriado nacional mais importante do país, e recorda o 14 de julho como o dia da queda da Bastilha, e que se não há mais uma fortificação naquela praça é porque houveram homens capazes de derruba-la, assim como foram capazes de derrubar um governo.

 

 

E nessa data, a França comemora o feriado nacional com uma grande festa, especialmente em Paris, que conta com a presença do presidente, desfile militar, e o mais esperado, a esquadrilha da fumaça com as cores da bandeira!

 

 

Viva la France et le Peuple Français!!!!

 

 

 

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