Personnalités #5 - Danton, a voz dos girondinos

Georges Jacques Danton, nasceu em 26 de outubro de 1759, Arcis-sur-Aube, filho de uma família burguesa. Ao recusar-se a uma carreira eclesiástica, partiu para Paris para trabalhar em um gabinete de advocacia. E depois de 6 meses na faculdade de direito, começou a exercer a profissão, tornando-se posteriormente um advogado com um cargo no conselho do rei, em 1787.

 

 

Dois anos depois, assim como Marat e Camille Desmoulins, participava de reuniões no distrito de Cordeliers, de onde surgiram os líderes dos chamados Sans-culotte, compostos por artesãos, aprendizes e proletários.

 

Danton possuía talento como orador, com frases inflamadas, e com conhecimento dos ideais iluministas, conseguia expressar seus pensamentos. Porém, não julgava um traidor quem não pensava dessa forma, e por isso foi considerado um jacobino, isso é, o grupo menos radical da revolução francesa.

 

No processo revolucionário, ele apoiou a substituição do rei pelo irmão, Philippe d'Orleans, ideia essa dos jacobinos. Entretanto quando manifestantes republicanos foram fuzilados em julho de1791, refugiou-se por um tempo na Inglaterra,retornando em novembro como substituto do Procurados da Comuna de Paris. Nessa época, a França já se encontrava no período do Terror, onde Robespierre implantava um governo de medo e frequentes execuções na guilhotina.

 

Danton se pôs contra Robespierre nesse período, e para ajudar, o país enfrentava uma possível invasão prussiana, o que gerava um clima de desconfiança entre os revolucionários que moviam a França, gerando massacres contra aqueles que defendiam a antiga nobreza. A revolução vivia um paradoxo: ao mesmo tempo que chovia decretos preocupados pelos direitos gerais dos cidadãos, também escorria sangue dos cadafalsos públicos e nas ruas da cidade.

 

Quando assumiu o Comitê de Salvação Pública, órgão executivo da República, muitos problemas surgiram para Danton resolver, porém foi acusado de defender apenas seus próprios interesses, o que abriu a oportunidade que Robespierre assumisse o cargo, e colocasse-o de lado.

 

As ideias de Danton se espalharam e criaram seguidores, os conhecidos "dantonistas", separando-se dos jacobinos. Robespierre em seu governo, separava cada vez mais os moderados dos radicais, e acaba acusando Danton de inimigo da República.

 

É julgado pelo Tribunal Revolucionário, e defende-se com tanta eloquência, que o veredicto foi demorado, porém ainda assim foi condenado a guilhotina em 5 de abril de 1794.

 

 

Suas últimas palavras foram que em breve o cadafalso também convidaria Robespierre. 

Em 28 de julho, Robespierre também foi guilhotinado.

 

 

 

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