Diário da Autora #1

Tudo começa com uma boa ideia e PAh! Surge a história!

Seria bom se a realidade fosse assim, mas não é...

 

A história de "A rosa e o florete" começou muito tempo... com um desenho básico feito em 31/5/ 2012 em uma folha pautada em uma aula chata de... nem me lembro mais de quê, mas eu tinha o costume de desenhar na ultima folha do caderno nas aulas e de colocar data em meus desenhos (mania essa que deveria recuperar), e percebi que a semente surgiu antes do que pensava...

 

 

Vejam que pessoa talentosa, excelente percepção, luz e sombra então...

Mas não estamos aqui para falar da minha capacidade como desenhista (até porque ela nunca foi muito meu forte).

 

Pois bem, em 2012, eu estava terminando o ensino médio, e sofrendo aquela pressão de vestibular, ENEM, e tudo o que se ouve quando você está quase ingressando na faculdade.

 

Nunca fui uma aluna excepcional em exatas, então tinha que me sobressair nas outras áreas, que aliás eu amava. Sou apaixonada por literatura e história. Desde que me conheço, eu amava pesquisar sobre o passado nos livros! Eu queria ser historiadora... mas minha mãe dizia que não dava futuro no Brasil... fazer o que, fui para Publicidade.

 

Porém antes de pensar em tudo isso, eu tinha que me formar no colégio e  para isso, passar em todas as matérias. Que dureza...

 

Apesar de amar as aulas de história, haviam alguns períodos (admito) que não entendia nada! E um desses períodos era a Revolução Francesa. Já teve a sensação que o professor não te convence? Eu me sentia assim nas aulas de Revolução francesa. Minha professora (que era maravilhosa, não tenho queixas) explicava como estava no livro, e como todos os alunos sempre aprenderam: A burguesia queria ser considerada algo a mais, eles fizeram a revolução, e a tomada da bastilha e a queda da monarquia parecia ter acontecido em um dia... era assim que eu me sentia na explicação (com o tempo, descobri que não fui a única).

 

Não, não fui bem na prova desse tema, foi uma nota baixa para o meu padrão, mas minha mãe não brigou comigo, ao invés disso, me deu um livro que ela leu que a ajudou a entender o assunto. Até hoje tenho esse livro, porém ele não está mais a venda em nenhuma livraria, por sorte, em alguns sebos. Chama-se "Forte é o Cristal." Conta, através da vida de uma personagem feminina, que viveu na época, os antecedentes da revolução francesa e o período revolucionário.

 

Devorei o livro em dois dias, e tudo ficou mais claro! Porém não era aquilo que era explicado em sala de aula, era muito mais complexo. Além disso, também pensava "E por que a personagem não ajudou a revolução? Por que ela não participou? As mulheres não podiam? Não fizeram diferença?".

 

Pesquisei algumas coisas nas minhas férias de Julho sobre e vi que não era bem assim...

 

Então, do nada (verdade, essa parte foi do nada), em um dia tedioso de julho (16 de julho de 2016, mais especificamente) eu comecei a escrever. Acreditem ou não, apesar de já gostar de ler e escrever, desde pequena, com alguns cadernos de poeminhas, textos aleatórios e trechos de leituras que eu gostava, nunca pensei que seria capaz de escrever um livro. Foi por Deus!

 

Escrevi como uma brincadeira de férias para passar o tempo. Escrevi a primeira página e falei para mim mesma "Se esse arquivo durar uma semana, eu vou continuar...". Durou uma semana, um mês, dois... e o material crescendo, amadurecendo, como eu...

 

Estava descobrindo um talento que pouco valorizava. Claro, todo mundo quer ter um talento, mas nunca aquele que tem. Eu havia sido abençoada com o talento da escrita alguns aninhos antes, porém somente com aquele projeto eu o enxerguei, mesmo estando bem na minha frente!

 

Passei no vestibular, entrei no Mackenzie, e o livro continuou, e cada vez maior, a história se encorpava, ganhando forma, e comecei a ficar com medo daquilo, pois estava ficando sério... não era mais uma brincadeira!

 

Ok, eu não estava nem pronta para a vida universitária, e para a vida de escritora? Aquilo nunca esteve em meus planos! Eu havia começado com 16 anos, agora havia 17, e temia a minha história, porque eu não sabia o que esperar! Já tinha o enredo todo na cabeça, o começo, o meio e o fim, porém a surpresa era minha própria reação diante disso! Muita coisa passou pela minha cabeça, mas principalmente: E agora? Eu paro por aqui como se nada tivesse acontecido, ou termino essa história e seja o que Deus quiser?

 

E então eu....

Dedico esse post a minha mãe por ter me incentivado e me dado esse livro que deu inicio a tudo.

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