Personnalités #4 - Marat, instigador de multidões

Nascido 24 de maio de 1743 em Boudry, na Suíça, e filho de protestantes, o jornalista Jean-Paul Marat fez história por suas palavras pesadas, seu pensamento radical e sua influência política exercida através de seu jornal L'Ami du Peuple, onde começou a incitar a população francesa contra a monarquia.

 

 

Desde jovem, Marat já possuía um grande conhecimento dos  grandes filósofos europeus, e demonstra isso com sue primeiro trabalho publicado, "Ensaio filosófico sobre o homem", em 1772, em inglês e posteriormente em Francês, onde alega que o conhecimento fisiológico poderia resolver o eterno problema da conexão entre mente e corpo, além da localização da alma (achava que esta se encontrava nas meninges). Voltaire fez uma crítica pesada ao material, e Marat se percebia mais distante do pensamento desse filósofo e mais próximo mas convicções de Rousseau.

 

Até 1776, fica em Londres focado em trabalhos políticos, além de também produzir materiais na área médica, onde também possuía certo conhecimento, e onde sua reputação é extremamente eficaz quando se muda para Paris, em 1776. Patrocinado pelo Marquês de lAubespine, marido de uma de suas pacientes, ele recebia 2000 livres anuais com os subsídios para se manter na cidade.

 

Logo foi muito procurado para ser o doutor da corte e aristocracia parisiense, e com o que ganhava de seus novos pacientes, conseguiu erguer um laboratório e produzir estudos científicos, entretanto suas pesquisas foram recusadas pela Académie des Sciences, e não foi aceito como membro desta, o motivo: temeridade em desacordo com Newton. Após esse evento, em 1780, ele se dedica ao material político, e publica Plan de Législation criminelle e desiste de uma nomeação da corte. Porém, quando a revolução se aproximou, Marat deixou de canto sua carreira científica e médica, trocando-as pela pena e ousadia em nome do povo francês, se dedicando inteiramente a política.

 

Em 1789, ele cria seu próprio jornal em pró de publicações do terceiro estado, que inicialmente se chamava Moniteur Patriote, depois Publiciste Parisien e por fim L'Ami du Peuple. Através deste, ele expressava toda sua suspeita contra a monarquia, e depois da revolução, contra aqueles que se manifestavam contra os revolucionários, com ataques ferozes aos grupos mais influentes da França. Por sua pena afiada, se viu obrigado e se esconder nas catacumbas de Paris para fugir das represálias, e seria esse esconderijo responsável por adquirir uma doença de pele debilitante e crônica (dermatite Herpetiforme). Essa doença, diziam, o deixava em tal estado, que quando se tornou mais avançada, somente conseguia ficar imerso em uma banheira em banhos medicinais, porém nem por isso parou de escrever para seu jornal.

 

Marat foi responsável pela queda dos Girondinos (revolucionários mais moderados), e foi sua última relevância pública, pois começava a perder sua influência. Porém, seu radicalismo e excessos não foram esquecidos por Charlotte Corday, a mulher girondina que foi responsável pelo assassinato de Marat. Ele foi morto com facadas no peito dentro de sua banheira, em 13 de julho de 1793.

 

Charlotte alegou em seu julgamento que matou um homem para salvar 100.000, porém não foi o bastante para salva-la da guilhotina.

 

A morte de Marat o trouxe de volta ao holofotes, como um símbolo da revolução. O pintor David imortalizou-o na pintura mais famosa do assassinato. Entretanto sua glória mortem durou até a cabeça dos revolucionários caírem nos cestos das guilhotinas.

 

No final, foi melhor ser assassinado...

 

 

 

 

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