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Resenha da leitora Susana Souza!

A resenha de hoje vem lá do outro lado do oceano!!! Uma opnião sincera da leitora, e também escritora, Susana Souza, de Portugal!!!


Duelos de espada e bailes de máscaras são bons elementos para um livro.

Gostei muito do prólogo: "Esta é a história que quero contar-lhes, de uma mulher que perdeu a mocidade, adquiriu responsabilidades muito rápido e, com o calor da revolução, mostrou-se a verdadeira rebelde entre homens de carabina."


Guilhermina é fruto de um grande amor entre Manuelle Shaufmann, austríaca, e August D´anjour, comandante da guarda real de França. Ela ansiava por ir à corte e ser apresentada: "Depois seguiram para o costureiro, para tirarem as medidas e escolherem o modelo...". Senti falta de mais desenvolvimento na cena do baile de estreia dela, um conselho para uma nova edição.


Tem cenas bem tensas ao longo da narrativa e que prendem a atenção do leitor: "... pediu que as palavras certas saíssem da sua boca."


Guilhermina sentia-se dividida entre dois mundos: A corte e defender o povo.

Quando Albert entrou em cena fez-me sorrir e querer mais dele, e isso é bom num livro. Gostar dos personagens secundários e querer que apareçam mais vezes na narrativa.

Quando o coração de Guilhermina balançou por um certo homem, eu torci para que eles dessem certo, como qualquer bom leitor fará ao ler este livro: "Ela dormia, e ele apenas olhava da porta, observando a serenidade do cômodo."


A narrativa transmite muitas mensagens importantes, como por exemplo, amar sem qualquer interesse para além do próprio amor: "... não entendia que não se precisava de nada para amar, nada material ou interesses em jogo, apenas o sentimento em comum..."


A narrativa tem algumas reviravoltas, o que faz com que não se torne cansativa.

Adorei o seguinte trecho, devido à parte poética: "Saudades dos que um dia estiveram nesta casa e que, quando se foram, levaram toda a alegria que aqui havia e toda a vida que em meu peito batia."


Houve uma cena que me fez vir lágrimas aos olhos, o que é bom, emocionar o leitor: "... ele matara uma parte em seu coração a cada corpo conhecido que pousava no fundo de madeira"; "... não segure as lágrimas. Deixe que elas digam o que sente..."

Uma certa carta foi motivo de emoção. A nossa protagonista sofreu muito, mas também amou muito.


O leitor vai saber mais acerca da história de França entre os anos de 1763 e 1815: "... mas acreditava que, de alguma forma, aquilo recordaria as verdadeiras memórias francesas..."


A leitura, mesmo sendo mais de 400 páginas, é agradável e fluída. Com aspetos históricos, histórias de amor, coragem e valores.


Alguns trechos para aguçar a vossa curiosidade:

1 - "Sob o raiar das manhãs nas ruas de pedra, o cavalo ia tão rápido, que fazia os longos cabelos castanhos da amazona esvoaçarem, um pouco bagunçados, mas belos. Era uma beleza de princesa com a coragem de guerreira."

2 - "... sua pele alva como a neve se avermelhou um pouco por causa do Sol forte daquele verão."

3 - "A espada une laços, mas também os destrói. Acredito que, com este florete, um laço mais forte que o sangue nos ligará: o da confiança."

4 - "Um coração de soldado na alma de uma dama brotava ali entre um exército."

5 - "... era rebelde e gostava de ir além dos limites. Ainda parecia ter a adolescência na alma e a infância no coração, mas sabia encarar sua realidade como adulta."

6 - "... fora ali que aprendera a ser forte e corajosa, fora ali que aprendera o valor da amizade e que se apaixonara..."



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