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Mangá A Princesa e o Cavaleiro

Título: A Princesa e o Cavaleiro (Ribon no Kishi)

Autor: Osamu Tezuka

Editora: JBC (Brasil)

Classificação indicativa: Livre

Gênero: Shojo

2 volumes no Brasil


A primeira vez que ouvi falar de "A Princesa e o Cavaleiro" foi com a minha mãe, quando contei para ela de outro mangá, "A Rosa de Versalhes", e ela me falou "Na minha época também tinha uma princesa que se vestia de cavaleiro".


Depois disso, tive contato com o universo de histórias de Osamu Tezuka através dos quadrinhos da Turma da Mônica Jovem, em que os personagens do mangaka dão as caras nas histórias da turminha brasileira. O motivo é a amizade e grande admiração de Maurício de Souza pelo quadrinista japonês.




Entre os personagens que aparecem na história da Turma da Mônica, reconheci Astroboy e, logicamente, a princesa Safiri, do mangá "A Princesa e o Cavaleiro".


Eu sempre quis ler esse clássico dos anos 50-60. "A Princesa e o Cavaleiro" foi um dos primeiros mangás que chegaram no Brasil, e a história aborda muitas questões, principalmente os direitos da mulher. Felizmente, a editora JBC fez uma nova edição com dois volumes únicos. É claro que comprei assim que pude e devorei a história!


Safiri nasceu no reino de Prata, e somente um homem poderia herdar o trono. Para que a coroa não caísse em mãos erradas, seus pais a criaram como um menino. Além disso, antes de nascer, Safiri recebeu, sem querer, dois corações um de menino e outro de menina. Por isso o anjinho Ching foi enviado para a terra para deixar apenas o coração de menina com a princesa, e ele a protege durante toda a aventura.


Neste percurso, além de proteger seu reino, sua coroa e sua família, Safiri também se apaixona pelo príncipe Franz do reino de Ouro. E esse romance também pode ser um dos motivos a serem interpretados para o título, pois o amor de Franz e Safiri é posto a prova em muitos momentos.



Em 1967 recebeu sua versão em animê, com um total de 52 episódios, sendo um dos primeiros animês Shojo, e foi exibido no Brasil em 1970 pela Record, até os anos 1980, marcando uma geração e se tornando um símbolo da animação e da cultura japonesas.




A história passou por revisões no decorrer de suas publicações, para se adaptar às outras culturas do mundo que começaram a consumir o mangá - especialmente por questões religiosas. Foram três séries dessas versões. Todas estão unidas na última publicação da JBC.


Além de interesses políticos do reino, disputas, também temos bruxas e fantasia nessa narrativa fantástica, onde Safiri se descobre e faz de tudo para tomar seu lugar exatamente como ela é: uma mulher que sabe empunhar uma espada. Realmente é um mangá que muitas garotas deveriam conhecer, retornando para a cultura popular além do Japão.


Ah! E também foi publicado por aqui pela editora New Pop o mangá continuação de "A Princesa e o Cavaleiro", chamado "Twin Knights", que conta a as aventuras dos príncipes e filhos gêmeos de Safiri e Franz, agora rainha e rei.


Para relembras as histórias e lições dos mangás clássicos e para ter contato com essas narrativas que traziam mais força feminina, sempre é bom falar de "A Princesa e o Cavaleiro", e melhor ainda é agora ter na minha estante para ler quando quiser.




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