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Arsène Lupin, o ladrão de casaca

Atualizado: Out 1

Título: Arsène Lupin, o ladrão de casaca

Autor: Maurice Leblanc

Editora: Pandorga

Classificação indicativa: Livre

Gênero: Ficção investigativa

"Mas acontece de não nos reconhecermos mais em tudo isso, o que é muito triste. Atualmente, sinto o mesmo que deve sentir o homem que perdeu a própria sombra. Vou buscar a mim mesmo... e me reencontrar."



A obra francesa tem se tornado novamente comentada por conta da série lançada pela Netflix, Lupin (2021) - que já falamos sobre anteriormente -, mas antes de assistir a produção, ou depois de fazê-lo, confira a leitura da obra que deu origem ao enredo midiático, e pegue as referências feitas ao livro.


O primeiro livro, "Arsène Lupin, o Ladrão de Casaca" traz os capítulos, quase como contos, com as aventuras do ladrão menos suspeito, e mais intrigante da literatura. Falemos um pouco dos principais:


- A captura de Arsène Lupin - alguns contos são falados no ponto de vista de Arsène, como é o caso deste primeiro conto. Mas em um primeiro momento, o leitor não identifica essa característica, considerando como uma narração observada. O famigerado ladrão está foragido, e gera suspeitas que esteja em um cruzeiro de classe alta, mas como ninguém conhece sua face, não sabem por quem procurar. E também conhecemos o policial Ganimard, que é o rival de Lupin, e sempre o persegue.


- O colar da rainha - este é um clássico, e que a série faz uma forte referência na primeira parte da produção. Tal como na Netflix, a grande questão é o roubo do colar de diamantes pertencente à rainha Maria Antonieta, que se encontrava aos cuidados de uma família rica e nobre. Aqui conhecemos um pouco mais do passado do personagem Lupin, antes dele ter este nome.


- Herlock Sholmes chega tarde demais - Maurice Leblanc criou Lupin ao mesmo tempo que Sherlock Homes estava em seu auge. O autor desejava fazer uma parceria entre os dois personagens em alguma história, mas Doyle, autor inglês, não aceitou a proposta. O jeito encontrado por Leblanc foi brincar com as letras do nome, para então o grande ladrão cavalheiro confrontar o detetive. Neste capítulo, temos a introdução de Sholmes a Lupin, e como o título diz, ele não chega a tempo de capturá-lo em um primeiro momento.


Além dessas histórias mencionadas, o livro ainda contêm outras que trazem a sagacidade do personagem. O interessante da narrativa é um anti-herói como protagonista, e que nos coloca o questionamento se devemos ou não torcer por seu sucesso, afinal, ele é um ladrão, apesar de seu cavalheirismo e refinamento.


Lupin rouba com educação, se é que isso é possível. Ele foge avisando que o fará. Por isso sua postura nos confunde: ao mesmo tempo que amamos o personagem, não podemos dizer que seu caráter é correto. Além disso, Arsène, com sua peculiaridade de agir com suas 'vítimas' usando de sarcasmo e ironia, torna a leitura divertida e deliciosa de apreciar.


Uma super indicação para os amantes de literatura francesa, com investigação, e de um ponto de visto totalmente único!



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