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Personnalités #11 - Maria Teresa, sobrevivente da revolução


Filha mais velha de Maria Antonieta e Luís XVI, era tratada pela corte de Versalhes como Madame Royale, foi a única sobrevivente da familia real francesa depois da Revolução Francesa.

A jovem princesa era muito mimada pelos pais, em especial por Maria Antonieta, que desejava um destino diferente para sua filha, que não fosse a futilidade e arrogância da corte francesa, lhe dando um convívio diferente do que as outras meninas nobres teriam.

Ao compasso que Maria Teresa crescia dentro dos muros do palácio, em Paris, a revolução começava. Aos 11 anos de idade, a pequena Madame Royale presenciaria o desespero de seus pais com a queda de sua monarquia.

Maria Teresa foi levada junto de seus pais para o palácio de Tulherias após a invasão de Versalhes e também estava presente na Fuga de Varennes, onde a família real tentou escapar de sua prisão inconveniente, atravessar a fronteira com a Áustria e tentar recuperar o trono. O resultado foi catastrófico! Se antes a situação estava ruim e a vida do rei a da rainha corria risco, após essa traição, algo pior para acontecer já era certeza.

A familia real é transferida para outra prisão, a Torre do Templo ( antigo edifício usado pelos templários). Inicialmente os membros da família permanecem juntos em um mesmo espaço, porém com o tempo, eles são separados, começando por Luís XVI, quando foi condenado a morte na guilhotina, depois o pequeno delfim Luís Carlos é retirado da companhia da mãe e da irmã, deixando-as sem conhecimento de seu destino. Então por fim, Maria Antonieta e sua cunhada são levada para Conciergerie e condenadas à guilhotina. Maria Teresa fica só e isolada de qualquer informação, sem saber o que realmente havia acontecido com toda a sua família (ela havia conhecimento apenas da morte de seu pai). A princesa vive nessas condições por três anos e quatro meses, e com 17 anos de idade é liberta através de uma troca por três emissários.

Após sua liberdade, soube do que houve com sua mãe e irmão, viveu por um tempo em Viena, sob proteção de seu tio irmão mais velho de Maria Antonieta, e imperador da Áustria. Depois viajou para a Lituânia para encontrar-se com seu tio refugiado por parte de pai, que se proclamaria Luís XVIII, após a queda de Napoleão e a restauração da Monarquia. Casou-se com o sobrinho de seu tio, duque de Angoulême, e por causa da impotência do marido, não tiveram filhos.

Após a morte de seu tio Luís XVIII, Maria Teresa e seu marido se tornaram herdeiros legítimos do trono, apesar de que novamente o momento era turbulento para a monarquia. Os casal então abdicou de reinar, e por vinte minutos talvez, Maria Teresa poderia ter sido chamada de rainha consorte da França, uma realidade que não viveu e a obrigou a deixar o país novamente e viver no exílio em Praga, até sua morte, em 19 de outubro de 1851, três dias depois do aniversário de morte de Maria Antonieta.


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