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Conciergerie - A prisão da Revolução

Atualizado: 7 de nov.


"(...) foi em direção a Paris com seu amigo, que lhe informou que a rainha não estava mais em Tulherias, mas em Conciergerie"

A Rosa e o Florete


O nome desse castelo deriva da palavra Concierge (zelador ou porteiro), pois estes eram responsáveis por cuidar de um edifício importante, tal como esse castelo, que foi residência dos Condes de Paris, e também pelo rei Eudes I da França, além de também manter o Conselho Real, estabelecido por Hugo Capeto.

A grandiosidade do lugar não parou em seu formato original, sendo estendido com os anos e os monarcas que governaram o país. O palácio ganhava outros espaços:

- A Sala da Guarda

- A Grande Sala (para recepções e refeições)

- A Sala das Armas

- João II (sala destinada as cozinhas para as pessoas comuns do local)

- A Torre do Relógio (primeiro relógio público da França, construído em 1371)

- Carlos V (Parlamento, Câmara de contas e Chancelaria)

- O Palácio da Justiça (Corte de Cassações e Apelações de Paris)

E a Conciergerie, que antes tinha sua relevância ao poder real francês durante o século X ao XVI, foi convertido em prisão do Estado em 1392, após seu abandono por Carlos V. Então o nome se altera para Prisão de Conciergerie. Mas os moradores célebres ainda residiriam naquelas celas, depois de 1789.

A prisão ocupava o térreo do prédio, próxima ao cais do Relógio e as torres principais, e se tornou um pesadelo para os inimigos da Revolução Francesa, que se apossou daquele lugar e estabeleceu lá a ultima residência dos condenados a Guilhotina.

E as salas também ganharam novas funções e novos nomes:

- A sala da Guarda, Rua de Paris e o Grande Pátio - Se torna a prisão masculina, com celas individuais.

- O Corredor Central - Escuro e estreito, possuía numerosos aposentos, que abrigavam a sala do guichê, escritório do zelador, o parlatório, a enfermaria e algumas celas femininas.

- O Escritório do Escrivão - local de registro dos presos.

- A Sala de Toalete - onde os presos deixariam todos os seus objetos e pertences, para depois terem seus cabelos cortados na altura da nuca, e serem levados para a guilhotina.

E entre os 2278 condenados a morte, os mais conhecidos da Revolução Francesa que tiveram seus últimos momentos em Conciergerie, podemos citar:

- Maria Antonieta

- Condessa du Barry

- Charlotte Corday

- Danton

- Elisabeth da França (irmã de Luís XVI)

- Antoine Lavoisier

- Filipe de Orléans

- Manon Roland

- Robespierre

(existe uma sala em Conciergerie atualmente que abriga em suas paredes os nomes de todos os acusados e/ou condenados pela Revolução Francesa. Se você possui descendência francesa, pode conferir qual foi o destino de alguém com seu sobrenome na época.)

Depois que Robespierre e seus seguidores viram seus últimos momentos, em Conciergerie, e o período de Terror pode ter seu fim, ainda sim o local não deixou de ser uma prisão, e foi um cárcere até 1914, e é reconhecido como um monumentos histórico, abrigando um museu de seu passado tenebroso, com reconstituição de algumas celas, como a de Maria Antonieta, e também abriga a lâmina da Guilhotina da época.

Apesar de sua história não ser nada agradável, a visitação ao museu e as exposições são uma boa pedida para quem visita a cidade, além de outros espaços ao redor, como a Saint-Chapelle. E a tecnologia fez bem a Conciergerie, que está modernizando o modo de contar sua história, com o projeto que "L'Histopad", onde, com um tablet, você pode ver como era antes as salas do lugar durante a visitação.


E ai? Visitaria Conciergerie?

Se quiser conhecer mais, visite o site oficial http://www.paris-conciergerie.fr

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